terça-feira, 30 de setembro de 2008

Bush Vai ao Cinema

Após exaltar os heróis nacionais gerados na comoção em torno do 11 de Setembro (em As Torres Gêmeas) o cineasta americano Oliver Stone (The doors, Platoon ) resolveu pegar no pé do agonizante George W. Bush. Saindo do Forno, a cinebiografia (nada tendenciosa) "W." promete causar este ano. Recentemente, o esquema de promoção do filme divulgou dois cartazes que dão a dimensão do peso das mãos de Stone sobre a cabeça de Bush. Em um deles vemos a frase em inglês "A life misunderestimated". O verbo, que numa tradução muito livre signigficaria 'malsubestimada', não existe. É apenas um dos neologismo esdrúxulos que Bush costuma inventar e que já viraram motivo de piada nos EUA. Além desta pérola, são de sua autoria também 'embetter', 'resignate' e 'foreign-handed'.
O Filme traça a sinuosa trajetória política de George W. Bush e conta com as interpretações de Josh Brolin como George W. Bush, James Cromwell, como papai Bush, Ioan Gruffudd , como Tony Blair, Thandie Newton no papel de Condoleezza Rice, dentre outros. A estréia está prevista para 17 de Outubro (nos EUA), a duas semanas das eleições, marcadas para o dia 4 de Novembro.

Assita o Trailer

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

De novo, não!


Ela não desiste. Sete anos após o mega fracasso de Glitter - O Brilho de uma Estrela, Mariah Carey volta às telonas como protagonista. Nem a fraquíssima bilheteria de Glitter, somada às críticas negativas à sua atuação, foram capazes de destruir o sonho da moça: se tornar estrela de cinema. Desta vez, a cantora pop interpreta a personagem principal do drama Tennessee: uma garçonete de beira de estrada que (adivinhem!) sonha em ser cantora. A nova produção entra em cartaz nos Estados Unidos no mês de dezembro - belo presente de Natal pra os seus compatriotas, hein?
Mariah já atuou também como coadjuvante em outros longas: Procura-se uma Noiva (2001), Testemunhas Contra a Máfia (2002) e Zohan - O Agente Bom de Corte (2008). Pelo visto ela é mesmo persistente. E olha que nem a Madonna, rainha maior do pop, conseguiu alcançar o sucesso desejado na sétima arte.

Luminet é boa opção para quem gosta de 'cinema em casa'

Auto-denominada como Rede de Entretenimento, a Luminet oferece o esquema ideal para cinéfilos caseiros. Seu site é a porta de entrada para uma nova maneira de se alugar filmes, que funciona assim: você entra no site e faz o cadastro, define a lista de filmes que quer assistir, a Luminet entrega, gradualmente (até 3 por vez), os filmes em sua casa e o assinante pode ficar o tempo que quiser com os DVDs, sem multas! Pra devolver é só passar em um dos pontos comerciais indicados no site como 'postos de devolução'. À medida que os DVDs são devolvidos, os próximos filmes da lista chegam na sua casa. Toda essa praticidade, obviamente, tem um preço. O assinante paga um valor mensal fixo (que vai de R$ 29,90 a R$ 53,90, a depender do seu plano), mas em compensação pode alugar uma quantidade ilimitada de filmes sem pagar taxa de entrega. Ou seja, cinema é o que não vai faltar. Um bom DVD estará sempre à espera do play.

domingo, 14 de setembro de 2008

Parada Gay rende boas dicas de cinema


"Qual o melhor filme com temática gay que você já viu?" Essa foi a pergunta lançada por mim aos participantes da VII Parada do Orgulho Gay de Salvador. Estava quase pronta pra sair de casa rumo ao Campo Grande quando me deu esse estalo: blog + Parada Gay + papel e caneta + cara de pau = lista de filmes gays! Confira agora, com as cores do arco-íris (não podia ser diferente), as produções citadas por nossos gentis colaboradores:

"Filme gay? Maurice." Márcia, 39, professora
Baseado no romance homônimo de E. M. Forster, Maurice (James Ivory, Inglaterra, 1987) conta a história de dois jovens estudantes ingleses que se tornam grandes amigos. Cada vez mais íntimos, Maurice Hall e Clive Durham percebem que estão apaixonados, mas lutam contra esse sentimento já que a homossexualidade, além de condenada socialmente, era considerada crime na Inglaterra do século XIX.

"Tem aquele dos cowboys, Brokeback Mountain. Muito bom." Iure, 26, estudante
No verão de 1963, dois rapazes são contratados para cuidar de ovelhas numa montanha isolada. Vivendo juntos por semanas, os dois iniciam um relacionamento amoroso no local. Brokeback Mountain (Ang Lee, EUA, 2005) ganhou 3 Oscars, nas categorias Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora

"Priscilla, a Rainha do Deserto lógico!" Milena, 23, publicitária
Em Priscilla, a Rainha do Deserto (Stephan Elliott, Austrália, 1995), dois travestis e um transexual são convidados para fazer um show em um hotel de Alice Springs, cidade localizada no deserto australiano. Por causa do convite, eles passam a viajar pelo deserto a bordo de seu ônibus, batizado de Priscilla. A trilha sonora conta com a clássica I will survive.

"Fresa y Chocolate... Ah, coloca aí também Madame Satã." Fabricio, 25, professor
Fresa y Chocolate (Tomás Gutierrez Alea e Juan Carlos Tabío, Cuba, 1994) traz a história do homossexual Diego, que se apaixona por David, um rapaz comunista, heterossexual e cheio de preconceitos.

"Madame Satã é mais louco que qualquer filme de Tarantino." Fábio, 33, publicitário
João Francisco dos Santos, mais conhecido como Madame Satã (Karim Ainouz, Brasil, 2002), foi um personagem notório na vida noturna e maginal do Rio de Janeiro na primeira metade do século XX. Vivendo entre a prisão e a boemia do bairro da Lapa, o artista transformista sonhava em se tornar astro dos palcos.

"Quando a noite cai" Karol, 26, atriz
A diretora Patricia Rozema leva às telas um romance entre duas mulheres em Quando a noite cai (Patricia Rozema, Canadá, 1995). Camille é professora numa universidade religiosa conservadora e pretende casar com o namorado para construir uma vida familiar convencional. Mas, o encontro com Petra, uma artista de circo, vai mudar completamente a sua vida.

"Tem um bem recente, o XXY" Sodoku, 32, drag queen
Em XXY (Lucía Puenzo, Argentina, 2007), Alex nasce com os órgãos genitais de ambos os sexos e é escondida pelos pais, que não querem que os médicos a operem. Até que, um dia, a família recebe a visita de um casal, que leva consigo o filho adolescente. É quando Alex, que está com 15 anos, e o jovem, de 16, sentem-se atraídos um pelo outro.

"Lembro de vários filmes bons, poderia te dar uma lista. Essa estranha atração, Parceiros da noite... Tem os de Almodóvar também: A lei do desejo é perfeito, Tudo sobre minha mãe" Hamilton, 52, ator
Essa estranha atração (Paul Bogart, EUA, 1988) trata de um homossexual que ganha a vida travestindo-se de mulher em casas noturnas. O filme mostra sua vida na noite, as performances, a relação com seu amante e é pontuado por diálogos carregados de emoção entre o protagonista e sua mãe.
Parceiros da noite (William Friedkin, EUA, 1980) traz Al Pacino no papel de um policial que se infiltra no mundo sado-masô (e gay) de Nova York em busca de um criminoso. O filme chegou a ser chamado de homofóbico e foi uma das primeiras produções a mobilizar a comunidade gay para prostestar contra a forma como era retratada por Hollywood.
Almodóvar não poderia ficar de fora dessa lista. Em A lei do desejo (Pedro Almodóvar, Espanha, 1987), o diretor das famosas cores vibrantes trabalha questões como o limite entre amor e obsessão, transsexualidade, morte e incesto.
Considerado por muitos o melhor filme de Almodóvar, Tudo sobre minha mãe (Pedro Almodóvar, Espanha,1999) ganhou Oscar e Globo de Ouro na categoria Melhor Filme Estrangeiro.

"Gaiola das Loucas" Joyce, 25, estudante
A comédia The Birdcage - A Gaiola das Loucas (Mike Nichols, EUA, 1996) conta a história de um jovem prestes a se casar que se vê em apuros quando precisa apresentar seu pai, homossexual e dono de uma casa noturna, ao futuro sogro, um político conservador.

"Ah, não lembro agora... Mas, gay ou hetero, o que eu curto mesmo é filme de sacanagem" Ludmila, 36, drag queen
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Bom, Ludmila... aí já seria outra lista!

sábado, 13 de setembro de 2008

(dê-vê-dê) O Fantasma da Liberdade


A penúltima produção de Buñuel, intitulada O Fantasma da Liberdade (Luis Buñuel, França, 1974), chama a atenção por romper inclusive com o esquema cronológico. Apresentando situações completamente absurdas, o diretor faz uma sátira às convenções sociais e à própria condição humana (aprisionada a essas convenções).
Nesta obra, o espectador não acompanha uma história única: Buñuel liga as seqüências através do encadeamento de personagens – um personagem pouco importante numa seqüência pode se tornar o protagonista da próxima. As situações que o cineasta nos mostra são absolutamente perturbadoras, surpreendentes e, muitas vezes, de tão surreais acabam provocando boas risadas. Muitos devaneios se sucedem ao longo do filme e um deles é talvez o mais simbólico para ilustrar as intenções subversivas de Buñuel: um elegante almoço (novamente, uma alfinetada nos costumes burgueses) nada teria de anormal não fossem as privadas no lugar das cadeiras. Isso mesmo! O momento da refeição é completamente invertido: as pessoas fazem necessidades à mesa e se alimentam sozinhas, trancadas num pequeno cômodo. (veja o vídeo!)
Muitas outras cenas poderiam servir para ilustrar a mente buñueliana, como aquelas que compõem a seqüência do hotel. Durante apenas uma noite de estadia da protagonista da seqüência, o espectador tem que assimilar um casal sado-masoquista, um grupo de padres viciados em jogatina e cigarros (também são recorrentes as alfinetadas na Igreja), um rapaz que é amante da tia. Enfim, O Fantasma da Liberdade pode surpreender, chocar e entreter, mas tudo isso deixando sempre evidente a mensagem que Buñuel expressa ao longo de toda sua obra: as amarras sociais são meras convenções que tolhem a liberdade das pessoas.

(dê-vê-dê) O Anjo Exterminador

O manifesto surrealista foi escrito em 1924 pelo poeta, escritor, crítico e psiquiatra francês André Breton e influenciou o maior nome do Surrealismo no cinema, o espanhol Luis Buñuel. Essa corrente propõe suplantar os limites físicos e materiais para apresentar a unificação entre a realidade exterior e a realidade interior (sonhos, alucinações, angústias), chegando a uma realidade total. A sétima arte se revelou, então, uma ferramenta eficiente para a proposta surrealista.
Prova disso é a obra de Luis Buñuel, repleta de seqüências insólitas e memoráveis, que rompem com todos os padrões sociais. Em O Anjo Exterminador (Luis Buñuel, México, 1962), os personagens são colocados numa situação limite que possibilita ao diretor se deleitar diante da degradação humana, da hipocrisia que dá lugar aos instintos reprimidos. Para fazer cair a máscara da sociedade burguesa, Buñuel aplica um recurso surrealista: após o jantar, os convidados inexplicavelmente não conseguem sair da casa dos anfitriões, permanecendo ali por dias a fio.
Ainda com seus trajes de gala, os convidados dormem no chão, não têm mais alimentos nem água; e é a partir daí que os personagens começam a passar por situações inimagináveis para seu status sócio-econômico. A crítica à elite está sempre presente nos filmes de Buñuel e muitos consideram O Anjo Exterminador aquele que mais trabalha essa questão. O que vemos é uma crescente animosidade entre convidados que antes se cumprimentavam cordialmente, briga por água e comida, agressões físicas e verbais, adultério e desejos sexuais escancarados. Em suma, homens e mulheres aprisionados aos padrões sociais acabam se tornando cada vez mais irracionais e instintivos. A certa altura da trama, um dos personagens parece querer advertir o que já não tinha mais a menor importância: “Lembrem-se de quem são, de como foram educados!”
Em O Anjo Exterminador nada é tão óbvio, mas cada detalhe é preenchido de significado. O recurso da repetição de cenas e frases, por exemplo, parece casar perfeitamente com a vida daquelas pessoas. Uma vida tediosa, sem sentido, que se resume a uma constante repetição de formalidades e rituais fúteis. Nesta obra, Buñuel consegue, portanto, subverter os padrões do mundo objetivo: desde o urso (!) de estimação da anfitriã até a degeneração dos personagens diante das provações às quais são submetidos.

Concurso estadual abre espaço para novos críticos de cinema

Se você gosta de ir além dos últimos fotogramas, pensando e escrevendo sobre aquilo que viu, aí vai uma novidade: estão abertas até o dia 21 de setembro as inscrições para o I Concurso Estadual de Crítica Cinematográfica Walter da Silveira. A iniciativa é da Fundação Cultural do Estado da Bahia, através da Dimas (diretoria de artes visuais e multimeios), e visa incentivar a reflexão sobre a produção audiovisual e o surgimento de novos críticos de cinema. Os participantes devem ser críticos não-profissionais, maiores de dezoito anos e residentes na Bahia há pelo menos dois anos. Pra ficar por dentro de todos os detalhes é só entrar no site http://www.dimas.ba.gov.br/

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Prato de Entrada

Saudações, terráqueos! Tem início hoje as atividades do Cine Menu, o seu cardápio cinematográfico. Aqui você encontrará notícias do mundo da sétima arte, resenhas dos lançamentos na telona e em dvd, do cult (o que quer que isso signifique) ao pipoca, sempre antenados ao que acontece no cenário baiano. Sem precisar reservar lugar. É só escolher. E Mais: trailers, cobertura de eventos e entrevistas. Se você está buscando informação com um olhar crítico, este é o lugar.

Vida Longa ao Cine Menu!

Marcel Bane e Nana Brasil - Os Chefs