
Um projetor, o telhado de um prédio qualquer, e bons filmes (exclusivos) para exibir. Já pensou se essa idéia pega no verão soteropolitano?
Assim funciona a Rooftop Films, em Nova Iorque, que iniciou suas atividades em Julho de 1997, do alto de um prédio de apartamentos na 14th Street, em Manhattan. O cineasta e fundador Mark Elijah Rosenberg tinha acabado de se formar na Vassar College resolveu voltar para a sua Nova Iorque Natal. Estava rocurando uma forma inovadora de reunir pessoas para exibir novos curta-metragens. Ao invés de tentar alugar algum teatro pequeno e mofado, Rosemberg pegou seu projetor 16MM, um sistema de som barato e uma lona branca grande o suficiente e convidou todo mundo que estivesse disposto a subir no telhado do seu pequeno apartamento. Várias pessoas apareceram, muitos deles com seus filmes em mãos, e os filmes foram exibidos à noite, tendo como cenário os arranha-céus e os pombos dos céus do East Viallage, ao fundo.
A Rooftop gradualmente se tornou um força organizadora de uma comunidade de artistas, trazendo músicos e outros artistas para se apresentarem antes das exibições, colaborando com outras organizações, trazendo a visão de curadores de fora para cima do telhado. E o mais importante: criando e mantendo um ambiente onde cineastas podem se juntar, compartilhar seu trabalho e assistir a filmes que não estão sendo mostrados em nenhum outro lugar. Em 2001, o Rooftop Films Summer Series se tornou um festival legitimo e popular com exibições semanais durante todo o verão e centenas de pessoas comparecendo às sextas-feiras para assitir o melhor do cinema underground produzido na cidade. A rooftop é uma organização sem fins lucrativos, e quer engloba uma equipe de voluntários que trabalham árduamente. Rosemberg continuou como diretor artístico, e Sarah Nuxoll entrou como diretora do festival e diretora de programação, respectivamente. Eles também expandiram sua missão ao oferecer benefícios e assitência inestimável aos cineastas participantes. Um dólar de cada ingresso vendido e de cada assinatura vai para o Fundo dos Cineastas da Rooftop, que é revertida para que os cineastas que têm seus trabalhos exibids continuem a produzir. Também auxiliam com empréstimo de câmeras, ilhas de edição, equipamento de exibição e Assistência profissional para os iniciantes. Boas idéias nascem para ser copiadas, não?
O instante captado pelo olhar humano, através das lentes de uma câmera – ou simplesmente fotografia. Essa é a grande paixão de 

O jornalista Marcos Sá Correa, por sua vez, destaca o lado “moleque” de Evandro, que no início da carreira já era a estrela da redação do Jornal do Brasil. Vinte anos depois, Marcos o reencontrou na mesma redação. Ele continuava “barulhento”, “piadista” e, o mais surpreendente, matinha o mesmo entusiasmo da juventude. Outros colegas também estão presentes no documentário, como Fritz Ultzer, Walter Lessa e Rogério Reis. Eles discorrem sobre o excelente olhar fotográfico de Evandro Teixeira, que é dono de uma agilidade e perspicácia fora de série. Comentando sobre algumas imagens e sobre as artimanhas de Evandro para conseguir o melhor ângulo, Fritz Ultzer diz que na obra de seu colega e amigo existe a história da notícia mostrada pela foto e, mais ainda, a história de como a foto foi tirada.
Para finalizar o filme, Fontenelle abre um grande parêntese e mergulha no trabalho intitulado “Canudos 100 anos”, realizado em 1997, no qual o fotógrafo garimpou os vestígios da Guerra de Canudos e seus sobreviventes e os eternizou em imagens em preto-e-branco. Antes dos créditos, porém, entram ainda depoimentos curtos de todos que participaram do documentário e fotografias em que Evandro Teixeira aparece do outro lado da lente, posando com importantes figuras brasileiras - mas sempre com sua câmera na mão.






